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"Vista do jardim da Villa Medici"  (c. 1630/49), releitura de Diego Velázquez

"Vista do jardim da Villa Medici" (c. 1630/49), releitura de Diego Velázquez

R$ 2.010,00

História e detalhes

Arquitetura, vegetação e luz: essas são as protagonistas da encantadora “Vista do jardim da Villa Medici”, de Diego Velázquez, um dos maiores artistas da história do Ocidente.

Atualmente no madrilenho Museo del Prado, o quadro é uma representação fiel do palácio Villa Médici, em Roma, e foi pintado durante uma viagem de Velázquez à Itália. Como ele fez duas visitas à região, não se sabe ao certo a data exata da pintura.

Dois fatores tornam esta obra especialmente singular.

O primeiro é a ausência de um “grande tema”. No século XVII, era raro que uma paisagem se bastasse como obra de arte. Esperava-se que a representação da natureza viesse acompanhada de uma história mitológica ou sagrada como justificativa. Neste caso, os personagens são simplesmente as pessoas que estavam presentes no jardim naquele momento: dois homens conversavam casualmente em frente ao pórtico, e alguém – possivelmente uma lavadeira – estendia um lençol sobre a balaustrada. Sem grandes narrativas, a beleza aqui é a própria vida acontecendo.

O segundo destaque está na técnica: Velázquez fez esta pintura en plein air, ou seja, não sob o abrigo do ateliê, mas a céu aberto e diretamente a partir da observação do ambiente, buscando capturar a luz e as condições atmosféricas daquele momento… Um prenúncio exato do que os impressionistas fariam dois séculos depois.

O palácio, construído no século XVI, é um deslumbrante exemplo de arquitetura maneirista, concebido originalmente para um cardeal e adquirido posteriormente pela poderosa família Médici. O terreno possui cerca de 7 hectares de jardins, adornados com esculturas em mármore, fontes e labirintos de sebes.

Do verde mais claro ao mais profundo, equilibrados por tons de creme e bege, a cena resultante se traduz em perfeita simetria, harmonia e tranquilidade.

Sobre a obra

• Materiais: aquarela e guache russas; saquinho de chá alemão para ervas a granel
• Tamanho da pintura: 7,5 x 10,5 cm
• Tamanho final com moldura: 18 x 22 cm
• Passe-partout ou fundo: linho misto verde escuro
• Acompanha certificado de autenticidade assinado por Clara Barros
• Peça única (1/1)

Sobre a moldura

• Apelidada carinhosamente de moldura Romana, esta peça imponente é um garimpo exclusivo do ateliê Pandã. Antiga e italiana, faz parte de uma série adquirida diretamente junto à família que a trouxe de Roma ao Brasil na década de 80. Na época, somavam quase duas mil unidades, das quais hoje restam apenas algumas dezenas — mas muitíssimo bem-preservadas. A estrutura desta moldura é robusta, de madeira; os ornamentos são feitos em gesso e folheados a ouro. Uma relíquia.
• Observações: Como qualquer peça antiga, a moldura pode apresentar sinais da passagem do tempo, como pequenas manchinhas, craquelados ou pátina. Essas marcas não constituem defeitos e, no entendimento do ateliê Pandã, embelezam e enobrecem a peça.

Pagamento e envio
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