Nossa razão de ser

O Pandã nasce de uma necessidade incontornável de criar beleza com as próprias mãos. Nasce da recusa de submeter a alma criativa a uma existência rígida, monótona e puramente utilitária. Nasce da urgência de recuperar o físico — pincéis, texturas e cores — face a um mundo digital. Nasce como oposição à inteligência artificial: aqui, só a potência insuperável do real e do humano.

O Pandã nasce, também, da paixão pelo antigo, aceitando e valorizando a pátina do tempo. Nasce da fome de detalhes, ornamentos e cantinhos, outrora tão presentes na arte e nos objetos do cotidiano.  Nasce da defesa da qualidade em detrimento da quantidade, do artesanal em detrimento do industrial. Nasce do encanto pela arte, pela música, pela literatura...  Nasce, em uma palavra, do desejo de se levar uma vida de deslumbre — e de fazer isso proporcionando a mesma sensação ao outro.

Quem cria?

Sou Clara Barros, e minhas mãos são responsáveis pelas criações do Pandã, em São Paulo, capital. Sobre mim, apenas o essencial: tradutora e artista, como minha mãe; garimpeira e colecionadora, como meu pai; inconformada com o mundo, como o amor de minha vida; e convicta da importância do afago e da boa comida, como quase todos os cachorros.

Por que "Pandã, Ateliê Analógico?"

"Pandã" é a grafia abrasileirada do francês pendant. Refere-se, em geral, a duas coisas que combinam entre si. No contexto da arte, quando duas obras formam um belo par, diz-se que "fazem pandã". A expressão era extensamente utilizada por dois dos homens que mais admiro: meu pai e Van Gogh. "Ateliê” é a descrição mais adequada para um espaço de criação que não quer perder o caráter diverso e experimental de suas atividades, sem se restringir a um único tipo de produto, técnica ou material. "Analógico" é o oposto de digital. Aqui, embora as ferramentas digitais entrem em cena para viabilizar alguns produtos, a base da criação artística é sempre manual, à moda antiga: com os bons e velhos lápis, pincéis e tintas.

O que promete?

  • O Pandã jamais utilizará imagens criadas por inteligência artificial. O trabalho humano artesanal está no centro do que se faz aqui. Quaisquer ilustrações impressas serão sempre digitalizações de artes originalmente feitas à mão em meios físicos.

  • O Pandā priorizará o garimpo de molduras antigas, robustas, com eventuais marcas do tempo. Na ausência dessa opção, priorizaremos o desenvolvimento de molduras junto a fornecedores brasileiros de pequeno porte. Evitaremos, a todo custo, a importação de peças produzidas em massa: além da baixíssima qualidade, são produtos sem história e sem identidade.
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