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"Paisagem com o bom samaritano" (1638), releitura de Rembrandt

"Paisagem com o bom samaritano" (1638), releitura de Rembrandt

R$ 2.250,00

História e detalhes

Nome fortemente associado ao barroco, Rembrandt pintou pouquíssimas paisagens a óleo na vida. Esta é uma delas.

"Paisagem com o bom samaritano” (Landscape with the Good Samaritan) é uma representação visual ricamente detalhada da famosa parábola bíblica. 

Na história, um viajante é interpelado por assaltantes. Eles o roubam, o espancam e o abandonam à beira da morte. Um sacerdote e um levita passam por ele, indiferentes. É então que certo samaritano, compadecendo-se do ferido, decide parar e ajudar: trata das lesões do rapaz, cede-lhe seu próprio cavalo e o leva a uma hospedaria para se recuperar. A moral, claro, é a compaixão sem barreiras, superando diferenças étnicas e religiosas.

No quadro de Rembrandt, o homem ferido está no canto inferior direito, curvado e seminu, carregado pelo cavalo do samaritano. Mas o pintor expandiu a narrativa original, acrescentando novas personagens e, portanto, novos significados: debaixo das árvores, no centro da cena e à direita, vemos quatro pessoas comuns, que observam a cena sem intervir. Possivelmente simbolizam a nós mesmos, o público em geral, espectadores passivos dos horrores do mundo. Bem longe, ao fundo, vê-se a sugestão de uma carruagem puxada por cavalos brancos: são os abastados, que também passaram, indiferentes, pela vítima.

Rembrandt insere esses eventos numa paisagem dramática. O céu escuro, carregado e imponente, contrasta com as planícies iluminadas à esquerda. As árvores preenchem a tela de belos tons terrosos, laranjas e verdes. 

Esta miniatura foi de execução particularmente desafiadora devido à escala milimétrica das figuras humanas. Pequenas dimensões, grandes sentidos: uma obra que fala de vulnerabilidade, responsabilidade e compaixão como escolha. Rembrandt fez mais do que aplaudir o samaritano... Ele nos fez um convite para pensar quem somos nós nessa história. Você aceita?

Sobre a obra

• Materiais: aquarela e guache profissionais; saquinho de chá alemão para ervas a granel
• Tamanho da pintura: 7,5 x 10,5 cm
• Tamanho final com moldura: 18 x 22 cm
• Passe-partout ou fundo: Linho misto marrom escuro
• Peça única (1/1)
• Acompanha certificado de autenticidade assinado por Clara Barros
Disclaimer: Pode haver ligeiras diferenças de cor entre as fotos e a vida real, embora tentemos fotografar a obra da maneira mais fidedigna possível.

Sobre a moldura

• Moldura Romana: Esta peça imponente é um garimpo exclusivo do ateliê Pandã. Antiga e italiana, faz parte de uma série adquirida diretamente junto à família que a trouxe de Roma ao Brasil na década de 80. Na época, somavam quase duas mil unidades, das quais hoje restam apenas algumas dezenas — mas muitíssimo bem-preservadas. A estrutura desta moldura é robusta, de madeira; os ornamentos são feitos em gesso e folheados a ouro. Uma relíquia.
• Observações: Como qualquer peça antiga, a moldura pode apresentar sinais da passagem do tempo, como pequenas manchinhas, craquelados ou pátina. Essas marcas não constituem defeitos e, no entendimento do ateliê Pandã, embelezam e enobrecem a peça.

Pagamento e envio
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