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"O bebedor de absinto" (1859), releitura de Édouard Manet

"O bebedor de absinto" (1859), releitura de Édouard Manet

R$ 2.250,00

História e detalhes

“O bebedor de absinto” (Le Buveur d’absinthe) é considerada a primeira obra original de Manet, feita aos 26 anos de idade. Na época, a pintura causou um rebuliço e foi fortemente rejeitada no Salão de arte de 1859. O motivo? Manet retratou não um lorde, mas um trabalhador urbano pobre.

Num tempo em que retratos de corpo inteiro eram exclusividade de aristocratas, Manet pintou um chiffonnier – um catador de materiais recicláveis que perambulava pelos arredores do Louvre. Para escândalo geral, Manet escolheu retratá-lo com dignidade, em pose aprumada, vestindo um manto e cartola, tal qual um nobre.

Um único artista votou a favor da pintura: ninguém menos que Eugène Delacroix, hoje considerado, ao lado de Manet, um dos maiores nomes da história da arte. “O bebedor de absinto” finalmente foi exibido na Exposição Universal de 1867, em Paris.

A paleta é austera e bela, com predomínio de marrons, cinzas e tons avermelhados. Os olhos do rapaz são encobertos pela sombra do chapéu. A atmosfera sóbria contrasta com a irreverência da garrafa no chão e do copo com um líquido esverdeado, o absinto.

Uma coisa é certa: ao elevar um homem à margem da sociedade ao status de sujeito artístico, Manet corajosamente desafiou as hierarquias tradicionais da época.

Sobre a obra

• Materiais: aquarela e guache profissionais; saquinho de chá alemão para ervas a granel
• Tamanho da pintura: 7,5 x 10,5 cm
• Tamanho final com moldura: 18 x 22 cm
• Passe-partout ou fundo: Linho marrom escuro
• Peça única (1/1) com certificado de autenticidade assinado por Clara Barros
Disclaimer: Pode haver ligeiras diferenças de cor entre as fotos e a vida real, embora tentemos fotografar a obra da maneira mais fidedigna possível.

Sobre a moldura

• Moldura Romana: esta peça imponente é um garimpo exclusivo do ateliê Pandã. Antiga e italiana, faz parte de uma série adquirida diretamente junto à família que a trouxe de Roma ao Brasil na década de 80. Na época, somavam quase duas mil unidades, das quais hoje restam apenas algumas dezenas — mas muitíssimo bem-preservadas. A estrutura desta moldura é robusta, de madeira; os ornamentos são feitos em gesso e folheados a ouro. Uma relíquia.
• Observações: Como qualquer peça antiga, a moldura pode apresentar sinais da passagem do tempo, como pequenas manchinhas, craquelados ou pátina. Essas marcas não constituem defeitos e, no entendimento do ateliê Pandã, embelezam e enobrecem a peça.

Pagamento e envio
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